De volta ao ofício de escrever (e blogar!)

Um ditado popular diz que a raposa perde o pelo, mas não larga o vício. E ser jornalista é meio isso: escrever, escrever… Escrever sobre tudo e qualquer coisa, mesmo em um mundo onde definir um nicho e falar exclusivamente para este público seja uma espécie de mantra.

Entretanto, a mente do jornalista transcende isso e funciona de maneira muito mais ampla. Nós gostamos de falar de política, de futebol e até da cena da novela mexicana. Nós queremos opinar. Nós queremos falar do mundo ao mesmo tempo que compartilhamos sonhos, inseguranças e desejos.

Ter um nicho e falar exclusivamente para ele é importante, porém limita e não faz com que o repertório pessoal do produtor e do consumidor daquele conteúdo saia do lugar comum. Ideias plurais são importantes para a nossa evolução e para que ampliemos a compreensão do mundo.

Decidi, em 2017, voltar a blogar (existe esse termo ainda?) e adiei por muito tempo o primeiro texto. Ensaiei várias primeiras linhas que viraram parágrafos e, depois, tudo foi deletado.

Depois, foi a vez de pensar em um nicho e tentar se enquadrar em um formato X ou Y, procurar onde estava o público consumidor e, na virada do ano, concluir que não era este o caminho. Então os sonhos falaram mais alto e foi a vez de fazê-los sair do campo das ideias e e ganharem traços e contornos em textos sobre tudo e qualquer coisa.

Mesmo sabendo que dar tanta liberdade ao pensamento e ao teclado pode ser algo bastante arriscado em tempos tão estranhos e extremos, acredito ser fundamental deixar o cronista falar mais alto e dar vida ao verbo em forma de textos antes que ele se transforme em mais uma anotação perdida em um bloco ou rascunho de email.

Por aqui teremos um pouco de tudo, com a liberdade que um blog pessoal permite, com o olhar jornalístico e apaixonado, treinado por tanto tempo e que nos faz observar o mundo e falar de tudo.

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