É preciso virar a página

Outro dia observei uma mulher na fila do mercado. Ela reclamava do ex-marido com muita mágoa e com uma força maior que qualquer coisa que consiga pensar enquanto escrevo esse texto, dando uma importância demasiada àquela história que parecia tão negativa. Sem perceber, ela se prende cada vez mais no seu passado, atrapalhando todos os seus relacionamentos, sejam eles quais for.

Uma das nossas maiores dificuldades é justamente essa: virar a página, dar adeus ao que passou e seguir em frente. Guardamos a experiência negativa como se fosse regra e não uma lição ou até mesmo um momento ruim, mas que passou. Agimos como se a felicidade fosse um instante simples, quando na verdade estamos imersos nela e não percebemos.

A música diz “é preciso saber viver”; a vida diz que é preciso avançar em nossa própria história. Em um livro, o texto só prossegue quando viramos a página. Se continuamos preso em uma página, leremos sempre a mesma história, as mesmas frases, os mesmos parágrafos e não acrescentaremos nada de novo à história.

Sim, precisamos saber viver e precisamos virar a página. Quando fazemos isso, assumimos o controle da nossa própria história. E só assim passamos a saber como viver.

Ficar preso no passado é repetir os mesmos erros ou, pior, é deixar de viver coisas novas e experimentar outras tantas possibilidades.

Ficar preso no passado é viver a mesma história ininterruptamente, como se estivéssemos presos a um só período da nossa vida em uma espécie de looping infinito como no filme O Feitiço do Tempo.

Assim, o segredo de tudo é desapegar. Abandonar, aprender a lição e virar a página e conhecer as novas tramas e, quem sabe, os novos personagens.

1 comentário sobre “É preciso virar a página”

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