Meu primeiro amor tinha os olhos verdes

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a mais bela e distante montanha no horizonte, onde o sol se põe para repousar e voltar a brilhar no dia seguinte com toda a sua glória. E era isso que sentia quando sabia que iria te encontrar, uma sensação tão doce e calma que me fazia viver intensamente cada segundo e admirar cada gesto e palavra que soltasse.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a copa das árvores. Alta, desenhando o céu azul com suas formas únicas que se deixam levar pelo vento, dando cor e vida à sua volta, protegendo da chuva, parte importante da natureza e tão bela e forte quanto a vontade que ainda carrego em mim de te encontrar e falar sobre tudo que um dia imaginei que poderia ser.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como o gramado do jardim, que abriga vidas minúsculas em um pequeno cosmo que se assemelha a uma floresta em miniatura. Vidas que vão e vêm num fluxo interminável e veloz, tal como a certeza que tive que você, com aqueles olhos, era o meu primeiro amor.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a esmeralda e, assim como ela, era de uma preciosidade que talvez jamais consiga traduzir em poucas palavras ou até mesmo seja impossível transformá-la em palavras. Assim como a esmeralda, teu olhar brilhava e encantava, fazendo com que meus pensamentos divagassem e por vezes eu até deixava de pensar no que precisava para dirigir meu pensamento à sua simplicidade e à sua beleza espontânea.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes como a esperança, aquela que ainda trago em mim de um dia poder encontrar olhos tão lindos quanto os seus. Talvez estes novos olhos não sejam verdes ou talvez sejam, mas tenho a certeza de que serão cheios de uma preciosidade única, um brilho que só brilha aos olhos de quem está verdadeiramente apaixonado.

Meu primeiro amor tinha os olhos verdes e este amor ainda existe, mas vive longe, em outras paisagens, encantando outros olhos que com certeza se perdem no mesmo verde que um dia eu amei.

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