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Tchau, mãe!

De todo amor que eu tinha no mundo, metade foi da minha mãe e a outra metade foi minha avó quem me deu. Quis parafrasear a música da Maria Gadu pois não vejo outra forma de começar esse texto.

Minha mãe morreu no dia 08 de maio de uma forma inesperada: na véspera ela estava bem, feliz, fazendo planos; na sexta, os planos que não eram dela se impuseram e ela partiu para junto da minha avó e Daquele que nos criou.

Mãe, eu vou ficar bem. Eu me viro, sempre me virei. A senhora sempre soube disso.

Sua partida deixou muitas perguntas sem respostas, mas sei que tudo isso faz parte de um e do seu grande mistério.

A foto desse post era a que senhora mais gostava. Fui eu quem fiz em 2019, quando a senhora veio conhecer o meu apartamento em São Paulo. Foi a mesma foto que usamos em seu memorial e é a imagem que quero levar comigo de você, mãe.

Pode ir tranquila, dona Maria. Seu filho ainda não está totalmente pronto depois disso tudo, mas aos poucos eu me ajusto a tudo isso.

Tchau, mãe! Descanse. Por aqui eu prometo ter força. Sempre.

Publicado emCrônicas

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